workshop de didgeridoo
início a 4 JUL, inscrições abertas | por Ricardo Lopes | fotografia Tim Parkinson

O didgeridoo, oriundo da Austrália ancestral, crê-se ser o instrumento de sopro mais antigo da história do Homem. Ele é retratado em pinturas rupestres com aproximadamente 40.000 anos. O povo aborígene da Austrália é dos povos indígenas que mais conseguiu preservar a sua cultura e o seu estilo de vida perante a "ameaça" dos colonos europeus. O didgeridoo a par da pintura aborígene são o símbolo por excelência da sua arte e espiritualidade. O instrumento era usado em cerimónias espirituais e rituais de iniciação. Segundo os aborígenes, a sua criação remonta ao Dream Time, o tempo mítico da criação do mundo na sua cosmologia. Existem muitas lendas em relação à sua origem. Uma delas leva-nos ao tempo em que ainda não havia luz no mundo. Um ancestral fazia a sua fogueira para ter calor e luz, quando pegou num ramo de uma árvore e o sentiu muito leve. Olhou no interior e constatou que tinha térmitas no seu interior. Então, apontou o ramo para o céu e soprou. Desse sopro saiu o som do didgeridoo e as térmitas voaram até ao céu, tornando-se em estrelas e trazendo a luz ao mundo. Lendas à parte, existe algo de comum a muitas das histórias sobre a origem do didgeridoo. Por mero acaso, um ancestral aborígene pegou num ramo de eucalipto, estranhamente leve, e notou que ele estava oco, era um ninho de térmitas. Soprou para as tirar de dentro do tronco e por simples acaso saiu o místico som do didgeridoo. Assim provavelmente, nasceu um dos instrumentos de sopro mais antigos, e com a sonoridade mais profunda e vibrante. Hoje a sua sonoridade tornou-se muito familiar. O didgeridoo tende a tornar-se num instrumento da moda. No entanto, é um instrumento profundo que requer uma grande dedicação, o que faz com que, não seja tão popular como outros instrumentos ancestrais, como é o caso do djembé.

O workshop de Didgeridoo tem como finalidade dar a conhecer e divulgar este instrumento, fomentando a troca de experiências a nível musical. Funcionará também como um clube onde se falará sobre o didgeridoo, a sua história e origens, aprendizagem apoiada no visionamento de filmes e documentários relacionados com a Austrália e as tribos aborígenes. Numa das sessões haverá jam session com troca de conhecimentos práticos em conjugação com outros instrumentos.

fotografia Tim Parkinson [licença - creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/deed.pt]

OBJECTIVOS
Ensinar e divulgar a arte aborígene, em particular o didgeridoo. Desmistificar o didgeridoo e demonstra que é mais do que um instrumento de acompanhamento, mas sim um instrumento completo e complexo.

SESSÕES, DURAÇÃO E HORÁRIO
- 2 sessões - total 10 horas
.Sáb, 4 - das 10h-13h + 14h30-18h
.Dom, 5 - das 15h-18h

PROGRAMA
- técnicas de respiração circular - técnica essencial para se tocar correctamente
- exercícios de ritmo
- pautas de didgeridoo
- noções de construção em madeira (piteira ou agave e bambu), pvc e material reciclado (rolos de papel)
- noções de como reparar os instrumentos

FORMADOR
RICARDO LOPES teve oportunidade de experimentar um didgeridoo há seis anos e ficou fascinado com a sua potencialidade. Nesse ano soube que em Portugal se realizava um festival de didegridoo e foi trocar algumas ideias sobre o instrumento onde recebeu alguma formação. O seu trabalho com o didgeridoo passa por tentar reproduzir alguma pautas de percussão oriental e tocá-las no didgeridoo. Tenta explorar ao máximo as vocalizações que exigem um maior controle da respiração. Actualmente trabalha e concilia o trabalho de artesão e construtor de percussões tradicionais portuguesas, africanas etc.

PREÇO
- 75€ para Amigos-da-Velha
- 80€ para os ainda não amigos


LOCAIS DE INSCRIÇÃO
1.Velha-a-Branca - Estaleiro Cultural
Largo da Senhora-a-Branca, 23 - 4710-433 BRAGA
todos os dias, das 16h às 19h e das 21h à 1h

2. Universidade do Minho
Campus de Gualtar - CP2 - Gabinete de Apoio ao Aluno (falar c/ Bernardo)

3. Transferência Bancária [só até 4 dias úteis antes do início do curso]
- efectuar a transferência bancária para o NIB 0036 0085 99100044875 26;
- enviar um e-mail para info@velha-a-branca.net com o comprovativo da(s) transferência(s) e os seguintes dados para cada uma das inscrições - curso pretendido, nome completo, n.º BI, n.º contribuinte, telemóvel, morada completa e turma (se aplicável)


MAIS INFORMAÇÕES:
. e-mail - info@velha-a-branca.net
. Messenger - adicionar contacto info@velha-a-branca.net
. telefones 253 618 234 / 916 249 180 skype velhafone

NOTA: só serão considerados inscritos os formandos cujo pagamento seja devidamente efectuado e confirmado pela Velha-a-Branca



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