Lip dub com banda sonora bracarense - Variações (Estou Além), Mão Morta (Budapeste) e Smix Smox Smux (Intifada), filmado durante a tarde do dia 24 de Abril de 2010. Uma visita musical à Velha-a-Branca e a algumas das actividades culturais que tem vindo a desenvolver desde 2004.
velhacine - intervenção divina, elia suleiman (palestina), 2002 Qua 15 SET, 21h45, ciclo de cinema árabe
“Intervenção Divina”, realizado pelo cineasta palestiniano Elia Suleiman, é um olhar cáustico, irónico e melancólico sobre a situação actual do povo palestiniano. É a libertação de um país e de um povo através do corpo de uma mulher e um balão vermelho com o rosto de Arafat estampado que ilude o controlo israelita. Nazaré, sob a aparência da normalidade, é tomada pela loucura. Sob pressão, um homem tenta resolver as coisas com as próprias mãos. Mas só consegue destruir-se a ele próprio. Este homem é o pai de E.S. (Elia Suleiman). Durante este tempo, uma história de amor desenvolve-se entre um palestiniano que vive em Jerusalém e uma palestiniana (Manal Khader) de Ramallah. O homem, E.S., balança entre o seu pai doente e este amor, esforçando-se por manter ambos vivos. Devido à situação política, a liberdade de movimento da mulher acaba no posto de controlo militar israelita situado entre as duas cidades. Os amantes não podem passar. Só podem encontrar intimidade num parque de estacionamento deserto, ao lado do "checkpoint". Perante a incapacidade de fugir à realidade da ocupação, o desejo cúmplice dos dois amantes vai ter repercussões violentas...“Intervenção Divina” conquistou o Prémio do Júri e o Prémio da Crítica Internacional no Festival de Cannes de 2002.
SOBRE O CICLO DE CINEMA ÁRABE Algumas filmografias pouco conhecido entre nós, como as de países árabes, da América do Sul, da Turquia ou do Irão, ao contrário do habitual, têm merecido algum destaque em Portugal nos últimos anos, com diversos filmes passando na grande distribuição. Muitas propostas interessantes têm aparecido, focando temas político-sociais, ou os dramas individuais que decorrem daquela situações: a ocupação da Palestina, a discriminação dos imigrantes, a situação da mulher, a pressão religiosa conservadora, a memória dolorosa de episódios históricos, os dilemas da modernidade ou os problemas da liberdade de expressão em vários países islâmicos. O CICLO DE CINEMA ÁRABE que a Velha propõe inclui filmes que abrangem um leque diversificado de países árabes, da Palestina à Tunísia. Assim, procura-se lançar um pouco mais de luz sobre o "buraco negro", que é para nós o mundo árabe, mesmo se a ele lhe devemos o ter chegado até nós, por exemplo, boa parte da cultura greco-latina. Lembramos finalmente que as palavras "árabe" e "islâmico" não são sinónimas, embora a confusão seja comum: o maior país islâmico (a Indonésia) não é árabe (como não o são a Turquia, o Irão ou o Paquistão) e nos países árabes (do Médio Oriente ao Magrebe) existem outras religiões para além do Islão.