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5-EM-LINHA - MAIO 2008
Sábado, 3 MAI | 17h | inaugurações simultâneas | Velha + 100ª Página + Nogueira da Silva + Museu da Imagem + Pedro Remy
A Velha-a-Branca, o Museu Nogueira da Silva, a Livraria Centésima Página e, desde Janeiro de 2008 o Museu da Imagem e o Pedro Remy - Cabeleireiro e Espaço Cultural, sincronizaram as agendas culturais e inauguram ao mesmo tempo cada uma das suas exposições. Estas inaugurações simultâneas formam um roteiro artístico do centro histórico bracarense intitulado 5-EM-LINHA. Este evento tem lugar todos os primeiros sábados de cada mês pelas 17h nestes cinco espaços culturais da cidade. O próximo 5-EM-LINHA realiza-se no dia 7 de Junho.
<< Museu Nogueira da Silva >> UM COPO DE ÁGUA, de Adelina Lopes
O branco, a transparência e a linha redefinem-se no contexto de uma obra, através da combinação e da alternância, reinterpretada em novos alinhamentos e variações capazes de estimular a participação activa do observador. À natureza do trabalho de Adelina Lopes está subjacente uma ideia de profusão espacial manifesta na síntese da forma de cada um dos elementos que a compõem. O sentido lúdico e profundamente humano das suas peças convida à procura de soluções e à recriação de outras realidades para lá dos símbolos. “A forma dos líquidos” fixa um instante, mediando o acaso e a improbabilidade de repetição dos efeitos da água e das suas configurações, numa apresentação cuja ordem opõe a simetria dos sólidos à irregularidade dos líquidos; “Um copo de água” representa uma reflexão sobre a verdade dos objectos e os processos de assimilação das figuras, numa alusão a algo que não se encontra registado na imagem; a mala contraria a simples ideia de mobilidade que normalmente lhe está associada… Ao se apresentarem depurados a uma condição essencial, a selecção de objectos desta exposição despe-se da sua expressão primária para desencadear novas formulações num universo fragmentado e complexo de conceitos e simbologias. A validade dos significados é questionada e redefinida sob directrizes inéditas, numa plataforma de liberdade onde desvanece o que de mais promontório se pode retirar das formas, dos líquidos, dos sólidos, dos objectos que nos rodeiam e que partimos do princípio que existem pelo simples facto de os podermos ver, sentir e tocar. | texto Joana de Deus
<< Livraria Centésima Página >> A FAMILY AFFAIRE, de Ana Carneiro, João Magalhães Basto e Maria José Afonso
“Três propostas significativamente diferentes não só na utilização de materiais, mas também no desenvolvimento dos conceitos que as envolvem, apresentam-se aqui em Braga, subitamente, com carácter festivo e efémero, mas nem por isso menos tenro ou espesso na leitura que oferecem. Ana Carneiro (Porto 1982), João Magalhães Basto (Porto 1960) e Maria José Afonso (Porto 1955): no cruzamento de laços familiares intensificam heranças e desvarios estéticos disparados nas mais variadas direcções.”
++ AMIGOS | AMORES | VIDA, de Alexandre Siqueira
“Esta exposição pretende demonstrar a fragilidade dos afectos, celebrar os momentos de confraternização em espaços boémios e intimistas; o lado sorumbático mas também satírico nas personagens que o encarnam. A construção dessas personagens (que são concebidas à partir de amigos e familiares) não é influenciada pelas suas personalidades, actos, defeitos ou virtudes, mas simplesmente uma referência para uma posterior criação da linguagem expressiva e estética. São portanto uma simbiose de um universo efémero e fabulístico, onde não há certezas se os protagonistas são pessoas ou criaturas. A certeza é que são amigos e genuínos!”
<< Museu da Imagem >> DAQUI ALI, colectiva de André Santos, Filipe Felizardo, Joana Castelo, Luís Aniceto e Nuno Direitinho [CONTINUA]
<< Pedro Remy - espaço cultural >> TELL ME A STORY, pintura de Duarte Vitória [CONTINUA]
A obediência à crise, texto de valter hugo mãe “…Estes trabalhos aumentam o que o pintor havia já criado, pelo tanto que trazem de novo ao seu universo, inaugurando uma preocupação – que nos parece muito coerente e superiormente bem aplicada – com convicções minoritárias. Esta preocupação leva a sua pintura a um campo inusitado – que já estava a ser trabalhado – onde a linguagem que burila se explicita mais ainda…Por mais que nos impressione, é feita da mesma matéria com que se fazem as coisas que nos assustam e atraem, como é certo que há algo nas coisas inexplicáveis e intangíveis que nos fascina. Duarte Vitória consubstancia, quanto a mim, e agora reiterado mais uma vez, um dos mais sólidos nomes para a nova pintura portuguesa, uma pintura portuguesa feita da mais universal das consciências: a de que é dentro do indivíduo que todos os temas estão, como radiais a partir do interior mais genuíno do artista.”
<< Velha-a-Branca - Estaleiro Cultural >> QUANDO SE PINTA E BUSCA O REAL?, fotografia de Ângela Mendes Ferreira
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